Deu-me um vipe e saquei uma pic da minha mesa, só para galarem o meu ambiente de trabalho, quando não estou na net, é aqui que materializo as minhas ideias e criatividade, sejam através de capas, cartazes, logomarcas, vídeo clipes, spots para TV, documentários, etc. You know The Deal!!! One Samurai
Mais um exclusivo aqui para o blog, desta vez extraído directamente do debut album "Kooltivar" de Kool Klever que estará muito em breve nas ruas de Luanda, aqui deixo para download:
Kool Klever - "Verbalização" ft. Da Bullz - Produzido por Mad Contrário
SAMURAI:Hoje todo o mundo conhece o DH como um dos produtores de referência em Angola, pelo menos dentro do circuito Hip Hop local, mano como descreves o teu percurso desde os tempos de iniciação em produção até os dias de hoje? DH: Bem, a princípio houve uma paixão muito grande pelo rap, mas propiamente pelas batidas e do enquadramento das rimas dos rappers, depois surgiu o interesse em aprofundar mais o estilo do qual me apaixonei e entendi mais sobre cultura hip hop, surgindo assim a vontade de me inserir na mesma. Formei um grupo com alguns niggas e sentia que não havia credibilidade no lado vocal, fiquei então pelo lado de ghost writer com o sonho de um dia ser dj de hip hop. Em meados de 2003, juntamente com o Xtigma, Wagiza, Mpassy, Matson e o Orlando criamos uma parceria e surgiu assim a X10 como estúdio. Passando o tempo aconteceu assim uma simbiose perfeita entre eu e o Fruity Loops com um grande apoio do Boni e do Raiva fui descobrindo o meu papel no movimento e felizmente tenho recebido um feedback positivo por parte dos ouvintes e amantes deste movimento. Por razões alheias a minha vontade hoje seguro a X10 sozinho e imponho-me no movimento com o nome de DH.
S:Sei que tens trabalhado com muitos manos ligados a cena aqui na banda, podes dizer-nos alguns destes nomes? DH: Fora o pessoal da X10 (Amak-yeve, Becagimbo e Naice Zulu& Bc,), tenho pactos com labels como Mille Mambos(Produtor), HardCore Soldiaz (Acionista) e Mad Tapes(colaboração), tenho um constante work de produção com meu colega e amigo Contrário e juntos vamos dar carga em 2008 sem piedade. Tenho também uma relação de produção com Boni, Raiva, C.M.C, Kennedy, DJ Callas, Rap Boy, Levell e o meu colega de label Laton. Quando se trata de assuntos mais chegados ao mainstream contacto o mo nigga VuiVui, e quando quero explicar em alguns confudidos o que é o underground contacto o mo puro dread Raf Tag. Tenho também uma simbiose good com o pessoal da Mille Mambos como os Kalibrados, Killa Hill, Zona 5, Tully entre outros, o pessoal da Prosonik (Xtygma, Wagiza e Kimura), o pessoal da Academia do Flow mas propriamente os Polivalentes, Ngana, Mono, Dji Tafinha, K show e Ri depois, o pessoal da So Much More mas propriamente o Negro Bué, Double S, LC, Boy G e o Megga Fofo, epá se for pra citar todos nao terminarei agora.
S:Quem foi para ti o melhor MC ou grupo a abençoar um beat teu? DH: Prefiro não falar propriamente do melhor MC que dropou no meu beat, mas do hit mais original que teve uma combinação perfeita entre o beat e os MC´s, foi na minha optica o "Constate" do MaléFuck com participação dos Polivalentes.
S: Infelizmente tenho visto muitos produtores locais a usarem samples de discos recentes, de artistas do mainstream, o que para mim mata um pouco a essência de um produtor....gostaria de saber aonde tu vais buscar os teus samples, ainda fazes crate diggin´? DH: Tem se notado constantes casos do género, devo dizer que algumas vezes vassilei e cometi tal acto mas fui notando um certo distanciamento do que é produzir Hip Hop na sua essência, o mambo não soava bem, parecia imitação e mostrava uma certa preguiça por minha parte como produtor. Desde então comecei a pesquisar, procurar e etender mais a música em geral, ou seja diggin, e hoje se assim não for DH is dead.
S: Há algum artista que tenhas preferência em samplear? DH: É dificil falar de um , mas tenho algumas referências de artistas que muito sampleio assim como Chi Lites, Curtis Mayfield, Commodores, Marvin Gaye, Isaac Hayes, Nina Simone, Rose Royce, Aretha Franklin entre outros.
S: Já que estamos a falar de um dos passos primordiais na arte de fazer beats, como explicas o teu processo de produção? DH: É um processo muito simples, extraio/corto o sample com o Sound Forge e envio pra o Fruity Loops e logo faço o processo rewire com o Reason e depois de criar um base de loop exporto os mesmos ao Acid Music onde ponho-lhe em song. Mas o Mad e eu já estamos a aderir processos novos de produção, daqui em tempos será com a MPC.
S: Algum produtor ou produtores que admires na arena nacional ou internacional? DH: Eu sou da opinião de que é possivel amar duas ou mais pessoas ao mesmo tempo mas só que de maneiras diferentes. Cá na banda a referÊncia numero 1 pra mim é o Mad Contrário, isto pela sua originalidade e diversidade, e não muitos que se intitulam number one pelo simples facto de imitarem o que o Timbaland, Just Blaze ou Scott Storch ja fizeram, e do da produção do exterior tenho como preferência o Alchemist, Sam the Kid, Black Milk, Notz, 9th Wonder, Oh No, Timbaland, Dj Scratch, Dr Dre, Pete Rock e DJ Premier.
S:Falando agora da X10, como vai a tua label? DH: A minha label felizmente ta good, de momento faço os works no quarto do meu puto porque estou em obras no estúdio e que maravilha que será o mambo, brevemente apresentarei algumas pictures aqui no blog de como a cena está a caminhar. No que diz respeito a projectos de albuns tenho a minha mixtape “No dia D, Na hora H” que já esta a ser gravada, tenho a Conferência e a EgoMix lá pra Maio desse ano. No futuro pra minha label é produzir, misturar, masterizar, editar e fazer contratos superiores, isso é um projecto que não está muito distante de se executar. Ainda esse ano irei em algumas bandas como Moçambique, Brazil, Portugal e outras bandas pra colher algumas experiências e fortalecer cada vez mais as relações internacionais pra com a minha label.
S: Sei que os beats são o teu sustento do dia dia. Como é viver do Hip Hop em Luanda? DH: Épa, realmente é muito dificil viver da produção de beats em Luanda, no meu caso tenho um empenho de 12 horas diarias de hip hop de segunda a sábado, tive de abandonar os estudos pois já conclui o médio a 5 anos atrás, os niggas pedem bué pra descontar o preço tipo eles são os únicos a passar necessidades e esquecem que tenho essa merda como profissão e o cumbú que tenho é ara investir em material, épa man é duro viver do Hip Hop nessa cidade.
S:É sempre um prazer estar aqui no teu kubico a ouvir uns beats...epá agradeço-te por teres concedido esta curta entrevista para o blog da Mad Tapes e sucessos aí na tua vida pessoal e profissional...valeu mano! DH: Madtapes blogspot muito obrigado pela entrevista, continua assim mo kota, One...
S: Uma última dica? DH:Beijinhos aos meu filhos Wander e o Wendy e a mais ninguem. Fuiiiii....
Promo stuff do meu nigga Reptile que prepara aí o lançamento do seu album "Acima do Limite". Aqui vai alguns links quentes com alguns disses no meio:
Acima do Limite Album Singles: 1) Reptile - "Deixa ser teu Boy" c/ Heavy C.mp3 2) Reptile - "Ergue a Cabeça".mp3 download aqui
Ficheiros Secretos Mixtape Tracks: 01) Reptile - "Por Isso é que eu sou Hot".mp3 03) Reptile Freestyle.mp3 04) Reptile Freestyle II.mp3 05) Reptile - "Me Encaras na Hood".mp3 download aqui
Segundo o mano, o album estará a venda dia 23 deste mês na portaria do Cine Atlântico. "Preto no Branco" é o nome do projecto que contará com participações de Anselmo Ralph, Lory Markus, Silvia Campos e Leonardo Wawuti. Nos beats encontramos nomes como Busquare, Eliei e o próprio Dji Tafinha que produz 7 tracks no album. Na semana passada o brother cruzou aqui no estudio para apanhar o artwork da capa, e deixou essa track para download exclusivo no blog da MTE: djitafinha_preto_no_branco.wma
Apareçam, comprem e escutem mais um produto nacional bruto. One Samurai